Especificações Técnicas da Antena IOT

No mês de Julho foi instalado no Centro de Controlo e Missão de Satélites (MCC), na Funda, a antena de 7,5 metros de diâmetro que será utilizada para os testes em órbita do ANGOSAT-2. É uma infra-estrutura que surge por força da actualização feita no ANGOSAT-2 e utilizada na faixa de frequência de 17 a 30 GHz.

Tendo em conta que a missão do ANGOSAT-2 é específica, a antena instalada tem também características técnicas específicas que a torna a única infra-estrutura a nível da África Austral que pode ser utilizada para testes em órbita de satélites na órbita geostacionária que possuem frequências na banda Ka (17 a 30 GHz).

Por exemplo, a referida antena é da família Cassegrain e possui reflector principal e secundário. Ocupa uma área de 25 m2. Funciona com polarização circular de mão direita e esquerda. Sendo que, o ganho em função da frequência de operação varia de 0.6 a 64.8 dBi. O isolamento da polarização cruzada é superior a 30 dB, está dentro daquilo que é a recomendação da União Internacional das Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês). Cabe igualmente referir que a antena instalada em matéria do diagrama radiação cumpre rigorosamente a recomendação ITU‐R S.580.6 & S.465‐6.

A antena de testes em órbita, do ponto de vista das especificações técnicas, tem condições de atingir o azimute de 90º posição em que se pode explorar com maior eficiência o ganho da antena e do sinal recepcionado. O ângulo de elevação da antena varia de 10º a 85º. É um parâmetro fundamental porque tem incidência sobre o ganho e atenuação do sinal, visto que o ANGOSAT-2 estará a 36000 km de distância do centro da Terra.

Estas e outras especificações tornam a antena instalada no MCC uma infra-estrutura indispensável a nível da região da SADC. É facto de que a instalação e testes da referida antena permitiu a actualização e obtenção de novos conhecimentos aos especialistas do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN). E é este um dos principais objectivos do Gabinete, continuar a formar quadros que possam assegurar a sustentabilidade do Programa Espacial Nacional.

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