HISTÓRIA DO PEN

HISTÓRIA DO PEN

O Programa Espacial Nacional, data da década de 90, quando o País definiu políticas para a melhoria dos serviços de Telecomunicações a nível nacional.

Com efeito, através de uma iniciativa presidencial, saída da resolução nº 2/06 de 11 de Janeiro, do Conselho de Ministros, deu-se início ao Projecto ANGOSAT.

O ANGOSAT é a denominação dada ao projecto que é parte integrante do Programa Espacial Nacional (PEN), tendo como foco principal garantir a construção, lançamento, colocação em órbita e operação de satélites angolanos geoestacionários, que forneçam oportunidades de expansão dos serviços de comunicação via satélite (internet, rádio, telefonia e transmissão televisiva), por todo território nacional e proporcionem a arrecadação de receitas, e que poderá cobrir toda a África e Parte da Europa.

O projecto é resultado de um profundo estudo, feito pela Comissão Interministerial de Coordenação Geral do Projecto de Telecomunicações via Satélite de Apoio Multissectorial (CISAT), criada pelo Despacho Presidencial nº 21/06 de 21 de Junho, sobre a viabilidade da construção, lançamento e operação de um satélite angolano.

O estudo, contou com o Consórcio russo, cujo Contrato viria a ser assinado no ano de 2009, entre o Governo da República de Angola, representado pelo Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação (MTTI) e o Governo Federal da Rússia, representada pela empresa ROSOBONEXPORT e a RSC Energia, construtora do satélite.

No quadro da indústria espacial, o projecto encontra-se repartido pelos seguintes segmentos:

  • Segmento Espacial: Referente a construção de satélites para fins de telecomunicações;
  • Segmento Terrestre: Engloba a construção e apetrechamento do Centro de Controlo e Missão (do inglês, MCC), expansão e modernização da rede de Telecomunicações por satélite e criação de competências nacionais no domínio das tecnologias espaciais;

 

O perímetro do Programa Espacial Nacional (PEN) ocupa uma área de 52.254m2.

 

Nesta zona, foi construído de raíz um Centro de Controlo e Missão de Satélites (MCC) visando assegurar as operações de manutenção do satélite em órbita, o mesmo ocupa uma área de 2.207m2 dos 6.617m2 da superfície já construída. Trata-se de um edifício de 3 pisos, 47 compartimentos totalmente apetrechados, dotado de sistema de detecção e combate à incêndios, sistema de intrusão (CCTV), sistema de gestão técnica centralizada (BMS) e sistema de extinção de monóxido de carbono.

O MCC é um centro que tecnologicamente representa um marco para Angola e a nível de África, também representa uma infraestrutura imponente no que concerne a actividade de exploração espacial. Foi projectado para funcionar de modo ininterrupto, ou seja, 24/24h e está equipado com sistemas de engenharias que possibilitam a recepção, processamento e o envio de informações para o satélite. Cabe referir que, desde Fevereiro de 2015 que o MCC encontra-se em pleno funcionamento e tem capacidade para operar de forma simultânea até 3 satélites.

Por exemplo, no dia 27 de Dezembro de 2017, recebeu os primeiros sinais enviados por um satélite real. Neste centro trabalham 45  especialistas angolanos certificados pela agência espacial russa.  

  • Segmento de Lançamento: Compreende as logísticas de lançamento, bem como o aluguer da posição orbital e atribuição das frequências de operação.