ANGOCUBO

angocubo

O Angocubo é uma miniatura de satélite de sensoriamento remoto, no formato cúbico com dimensões 1U (10x10x11cm), desenvolvido por técnicos angolanos do GGPEN para fins de treinamento e autoaprendizado em matéria de construção e operação de Cubesats. O seu desenvolvimento segue uma metodologia de criação gradual de modelos demonstrativos de cubesats (modelos de Breadboard e Protoflights), culminando com a criação e colocação em órbita de um satélite com missões de mapeamento da biodiversidade angolana, controlo florestal ou ambiental.

Desenvolvedor: Leonardo Pinheiro.

O Angocubo é composto por 6 subsistemas:

  • Subsistema de Comando e Processamento de Dados – C&DH
  • Subsistema de Controlo de Estabilização – ADCS
  • Subsistema de Comunicação – COM
  • Subsistema de Alimentação Eléctrica – EPS
  • Subsistema de Suporte e Mecanismos
  • Subistema da Carga Útil (Payload)
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O OBC (C&DH) da versão actual é composto por um processador Xtensa® Dual-Core 32-bit LX6 de 240MHz, memoria flash de 16MB e momória SRAM de 520KB. No ADCS contém giroscópio, acelerómetro, magnetómetro e sistema de localização. O sistema de comunicação é composto por um modulo SX1278 com tecnologia LoRa. O EPS é composto por uma bateria, 4 painéis solares, controlador de carga, booster e reguladores de tensão. A constituição da versão actual foi feita com elementos que não são a prova de radiações, portanto não está ainda habilitado a ser colocado em órbita.

Justificativa

A actividade espacial em Angola é regida pela Estratégia Espacial Nacional 2016-2025, tendo como 1º eixo estratégico o desenvolvimento de uma infra-estrutura espacial com recurso aos meios de satélite que sustente a prestação, acesso e utilização de meios, produtos e serviços em diversos sectores. E tem como 2º eixo estratégico a capacitação e promoção do sector espacial, promoção da formação e investigação na área das ciências e tecnologias com relevância no sector espacial com vista à criação de recursos especializados e à capacitação dos utilizadores de produtos e serviços espaciais.

Levando em conta esses eixos estratégicos, deu-se início a pretensão do desenvolvimento de um satélite de teledetecção de pequeno porte (cubesat), capacitação de quadros nacionais para o seu desenvolvimento e operação e divulgação de resultados e partilha com a comunidade académica angolana. Assim sendo, o sucesso do desenvolvimento do Angocubo depende da contribuição conjunta da academia angolana (instituições de ensino médio técnico e instituições de ensino superior).

Descrição Gráfica

Modelo de 2017

Modelo de 2020