Notícias


2020-12-08 | Especialistas do GGPEN concluem estágio com sucesso na Weatherforce


No âmbito da validação de mestrado no ISAE-SUPAERO em Toulouse, França, os engenheiros Massala Nsungani e Hugo Mateus, trabalharam, na última fase dos seus estágios, numa empresa membro da Aerospace Valley, a Weatherforce - empresa que actua no sector da climatologia fornecendo indicadores importantes para áreas de actividades dependente dos parâmetros meteorológicos como solução de muitos problemas em países emergentes.

O engº. Hugo trabalhou no tema da seca no Sul de Angola, já o engº. Massala trabalhou no tema “Aplicações Espaciais com Recurso a Dados Meteorológicos para o Combate à Malária em Angola”.

Missão cumprida para os nossos especialistas Hugo Mateus e Massala Nsungani, num estágio que teve início a 02 de Junho de 2020 e terminou a 27 de Novembro de 2020.

As suas conquistas, nos últimos dois meses, ajudaram a enriquecer a plataforma colaborativa da Weatherforce, ao mesmo tempo que lhes proporcionou um ambiente de desenvolvimento para realizar processamento de dados, visualização e análise em dois temas essenciais para Angola.

O trabalho do eng.º Hugo Mateus tem permitido desobstruir e explorar o índice de humidade do solo fornecido pelo serviço Copernicus Land na perspectiva do monitoramento seguro.

O eng.º Massala Nsungani, por sua vez, trabalhou na utilização de dados climáticos (humidade, temperatura e precipitação) para acompanhar o risco de transmissão da malária mês a mês, no ano de 2019.

No final, a Weatherforce agradeceu-lhes pela contribuição e entusiasmo. Começaram com poucos conhecimentos informáticos, mas demonstraram grande resiliência e isso conforta-lhes quanto à acessibilidade da sua plataforma. Desejaram uma longa e gratificante jornada repleta de oportunidades.

Este estágio é fruto da parceria entre o Estado angolano, por intermédio do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e os parceiros envolvidos na construção do satélite Angosat-2, nomeadamente, a Energia e a Airbus Defence and Space.

De ressaltar que a formação não teve novos custos para Angola, sendo já fruto das compensações russas provenientes do Angosat-1.